A História da Viúva do Vaso com Azeite

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No antigo oriente, as viúvas por si mesmas já eram muito vulneráveis à pobreza.

A viúva de um profeta ficava ainda mais exposta a passar dificuldades, pois os profetas eram muito pobres na época.

Eles estavam preocupados em buscar as coisas de cima.

Os profetas não pensavam a vida a não ser em vivê-la por meio da espiritualidade e do entendimento a cerca de Deus e da sua vontade.

E a esposa de um desses profetas, desamparada, desesperada, vem ao homem de Deus com um relato dramático:

A lei israelita permitia, como forma de proteção ao credor, que se tomasse os filhos dos devedores, para que trabalhassem até que a dívida fosse paga.

Mas em Deuteronômio 15:1-18, há uma ressalva para que isto não fosse feito em tempos de fome ou grandes necessidades.

As pessoas que viviam na pobreza tinham uma vida muito dura. Eles tinham que enfrentar a desesperança todos os dias. Coisas simples como comida e roupas faziam a diferença entre vida e morte.

E os problemas da viúva foram multiplicados com a morte de seu marido, deixando dívidas que ela não podia pagar.

E é fato que esta pobre mulher vem a Eliseu, logo após a guerra entre os reis de Israel (reino do norte) e de Judá (reino do sul), contra o rei dos moabitas.

A morte e pobreza extrema estão sempre ligados às misérias da guerra.

Geralmente o tipo de pedido que a viúva fez a Eliseu, era direcionado ao rei, a autoridade judicial suprema do país.

Porém como a Lei não proibia a tomada dos filhos pelo credor, e como era algo já culturalmente aceito (até nas demais nações em redor de Israel, de acordo com o código de Hamurabi, artigo 117), a viúva não viu outra saída, a não ser clamar pela misericórdia divina.

Há momentos em que as circunstâncias nos levam a situações semelhantes a da multiplicação do azeite da viúva.

Horas difíceis, quando achamos que nada mais nos resta na vida.

Sentimentos de vazio, de abandono podem passar no coração. É como se estivéssemos perdidos por caminhos sem solução.

Mas aprendo nesta mensagem, que se ainda houver um pouquinho de azeite na nossa dispensa, Deus poderá usar para nos projetar em caminhos de vitórias.

O azeite é o Espírito Santo, e Ele habita em você.

E Deus pode multiplicar esse azeite, de forma a te ungir poderosamente, e te envolver com esse unguento Santo.

E o que você tem em casa? O que você sabe fazer? As vezes achamos que é pouco, que é desprezível o que sabemos.

Mas com a unção do Espírito Santo, esse pouco pode se transformar em abundância.

Deus usa as pequenas coisas para confundir as grandes.

Deus usa os fracos para confundir os fortes. O seu poder se aperfeiçoa na fraqueza.

Peça, clame, ore, apresente a sua causa a Deus.

E confie, faça, realize, pois com a unção do Espírito, enquanto houver vaso vazio o óleo não vai parar.