‘Acabou a sensação de impunidade’, diz líder do PSDB na Câmara

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Imbarçair PSDB

No dia que a Polícia Federal bateu à porta do ex-presidente Lula com um mandado de condução coercitiva, deputados e senadores da oposição afirmam nesta sexta-feira que a Operação Lava Jato dá mostras de que ninguém está acima da lei. Os oposicionistas agora desenham as próximas investidas contra o governo.

“Acabou aquela sensação de impunidade. Agora, começamos a gerar uma nova expectativa de refundação da República. Ninguém pode estar acima da lei, por mais prestígio político e econômico que tenha”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). “Para colocar um ex-presidente em uma viatura da Polícia Federal, é claro que há muitos indícios e fundamentações. É uma operação que tem uma consequência enorme e que comove o país. O petrolão é um escândalo de proporção extraordinária que não poderia acontecer sem um núcleo de comando maior”, continuou o tucano.

Na mesma linha, o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), disse lamentar que um ex-presidente da República esteja envolvido nas investigações. “Mas as instituições têm de funcionar. Nem ele está acima da lei”, afirmou. “Todos os brasileiros estão envergonhados com o que está se passando no nosso país. E essa condução coercitiva só vem demonstrar que no Brasil a lei vale para todos.”

 Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) também manifestou apoio à continuidade das investigações. “O avanço da Operação Lava Jato é um passo definitivo para que os brasileiros possam ter acesso à verdade que há muito tempo vem sendo sonegada ao país. O dia de hoje exigirá de todos nós coragem e serenidade. Os graves indícios de irregularidades e crimes cometidos à sombra do projeto de poder do PT finalmente estão vindo à luz. Vamos continuar apoiando as investigações. O Brasil merece conhecer a verdade”, escreveu nas redes sociais.

Também por meio de nota, o presidente do DEM, Agripino Maia (RN), afirmou que o episódio desta manhã “produz na sociedade um misto de tristeza e confiança no futuro”. “Tristeza nos que tiveram sua confiança traída, mas confiança renovada nas instituições que cumprem seu dever. Agora estamos chegando perto do fim”, disse.

Fonte> Veja.com