Andrade Gutierrez admite propina em obra da Copa e vai pagar R$ 1 bilhão

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No maior acordo costurado pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato até aqui, a gigante Andrade Gutierrez admitiu aos investigadores ter desembolsado propina para vencer a disputa para a construção e revitalização de estádios para a Copa do Mundo e para participar de obras na usina de Belo Monte, no Rio Madeira.

Na Copa, a construtora detinha 20% do consórcio do Maracanã, 50% do consórcio do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e pleno controle das obras da Arena da Amazônia, em Manaus.

Copa do mundo

O acordo de leniência está em fase de ajustes finais e prevê que a gigante da construção pague 1 bilhão de reais em multa para compensar as fraudes, a formação de cartel e o esquema de corrupção nos contratos dos estádios do Mundial de 2014.

O valor da multa é o maior já conseguido pela força-tarefa do Ministério Público que atua nas investigações sobre o bilionário esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo as negociações feitas pelo corpo jurídico da Andrade, os executivos presos desde o dia 19 de junho em Curitiba, por ordem do juiz Sergio Moro, terão abrandamento significativo de pena caso se confirme o cenário mais provável e eles sejam condenados.

Paralelamente ao acordo de leniência, dirigentes da AG negociam fechar delações premiadas em troca de benefícios judiciais. Uma das possibilidades é que sejam apontadas, por exemplo, políticos que podem ter recebido propina em obras prioritárias para o governo, como a usina de Belo Monte.

Fonte: Veja.com