As grávidas querem as doulas nos hospitais públicos

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A carioca Morgana Eneile, de 35 anos, tem dois filhos: Dave, de 17 anos, e Teodoro, 2. Quando engravidou pela primeira vez, ainda era adolescente. Ela queria que o bebê nascesse por parto normal, mas complicações levaram a uma cesárea. “Segurei meu filho pela primeira vez 20 horas após o parto”, diz Morgana. Ela queria que a história fosse diferente no nascimento de Teodoro. Contou com a ajuda de uma doula, uma profissional que dá apoio físico e emocional à grávida no trabalho de parto. A preparação pode começar meses antes do parto, com exercícios para facilitar o nascimento do bebê.  Ana Lúcia, a doula que acompanhou Morgana durante a gravidez, orientou quando as contrações começaram, em casa, até a chegada de Teodoro, no hospital. “A ajuda dela me deixou mais confortável e tranquila”, diz Morgana.

Nem todas mulheres podem contar com o auxílio de uma doula quando o parto é feito em um hospital público. Há uma lei, aprovada em 1990, que garante que a gestante tenha a companhia de uma pessoa durante o nascimento do bebê: geralmente o pai, uma pessoa da família, uma amiga. Nesse caso, a entrada da doula depende exclusivamente de o hospital autorizar mais um acompanhante. Se não permitir e a gestante fizer questão da presença da doula, o pai – ou qualquer outro acompanhante – tem de ficar de fora do nascimento do próprio filho. É uma escolha difícil. Pensando nesse dilema, Morgana criou uma petição naChange.org para pedir à Prefeitura do Rio de Janeiro que asdoulas possam entrar nas maternidades, sem anular o direito ao acompanhante, já garantido por lei. O objetivo de Morgana é reunir 5 mil assinaturas. Ela já conseguiu a adesão de 3,2 mil apoiadores.

Fonte: Revista época