Baianas evangélicas rebatizam o acarajé de “bolinho de Jesus”

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Quando a prefeitura de Salvador anunciou na quarta (2) as regras para a venda do acarajé em Salvador, houve comemoração por parte das tradicionais vendedoras do prato símbolo da cidade. Mas uma parcela está apreensiva com o que isso significaria.

A presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Rita Santos, explica que as vendedoras do quitute terão de trajar roupas típicas, ou seja, bata branca, camisa, short e lenço. Para as vendedoras que são evangélicas isso é um problema sério, pois a indumentária é historicamente associada ao candomblé.

Deus é fiel

Muitas igrejas protestantes da capital baiana são contra a regra e algumas já cogitam, inclusive, não vender mais acarajé.

“Uma colega minha já desistiu do acarajé e vai vender outros lanches. Eu ainda não sei o que fazer”,disse ao jornal Folha de São Paulo a vendedora de acarajé Raimunda Borges Silva, 65. Ela explica que trabalha de camisa, short e lenço desde que se converteu há dois anos.  Ela trabalha com isso há 40 anos.

A prefeitura alega a necessidade de preservar a tradição das baianas do acarajé. O bolinho é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico (Iphan) desde 2005.

Da redação