Bíblias são queimadas para “limpar Cristianismo da Terra”

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Bíblia em chamas

Quando um exemplar do Alcorão é queimado (ou apenas se ameaça fazê-lo), a resposta dos muçulmanos é imediata. Além de protestos e violências física, o resultado pode ser a morte de quem fizer isso. A repercussão na mídia, pedindo tolerância religiosa, quase sempre é grande.

Porém, quando os muçulmanos queimam Bíblias, a resposta da imprensa na maioria das vezes é nula. O Estado Islâmico (EI) lançou recentemente um vídeo mostrando a queima de uma enorme quantidade de Bíblias e de diferentes livros cristãos. A fogueira foi realizada em local público na cidade de Mossul, Iraque.

Após certificar-se que os últimos cristãos abandonaram a cidade para não serem mortos, os jihadistas do EI divulgaram um vídeo da Diwan Al-Hisbah, também conhecida como “polícia da moralidade”.

Segundo o Daily Mail, os jihadistas já queimarem mais de 10 mil livros e 700 manuscritos raros de material religioso e científico. Isso incluindo o incêndio provocado por eles que destruiu a Biblioteca Pública de Mossul ano passado e a biblioteca do mosteiro de Saint Elijah, o mais antigo prédio cristão do país.

“É mais um exemplo de que EI é sério quando faz ameaças”, desabafa David Curry, líder do ministério Portas Abertas nos EUA. “Isso é o que torna o debate tão urgente. Eles querem a eliminação dos cristãos e estão muito decididos”, ressaltou.