Malta: beleza exuberante, que começou em 5200 a.C.

Malta – Por incrível que pareça, há muitos brasileiros que nunca ouviram falar sobre Malta, que significa “refúgio seguro”, entre o Sul da Europa, a 90 quilômetros da Sicília, e o Norte da África ( Tunísia e Líbia).

Escolher este arquipélago-país-ilha para os dias de lazer pode revelar uma das mais agradáveis surpresas para os que não viajam apenas movidos pelo consumismo e sim atraídos pela cultura de outros países.

Ou seja, quem quer conhecer os locais e cenários onde civilizações foram se sucedendo naquela parte do mundo antes e depois da era Cristã. Malta é habitada desde 5200 AC.

Malta foi ocupada por fenícios, cartagineses, romanos, bizantinos, árabes, normandos, suábios, aragoneses – a Ordem dos Cavaleiros do Hospital, ou de Malta, como é conhecida – franceses, Napoleão passou por lá, e britânicos.

Os otomanos a cobiçaram, mas foram vencidos pelos malteses na batalha que se tornou orgulho nacional, o Grande Cerco, e pelas potências do Eixo, na Segunda Guerra Mundial, quando foi bombardeada.

Mas hoje suas portas abrem-se a turistas que têm muito para gastar no país, mas não aos emigrantes, como aconteceu na semana passada quando o governo local vetou o desembarque de 629 deles que estavam à deriva no navio Aquarium, afinal acolhidos pela Espanha.

Em Malta fala-se maltês, uma mistura de árabe, italiano e inglês, segunda língua no país com elegante acento britânico.

Não se deve pensar duas vezes para comprar a passagem na Air Malta que, a partir de Lisboa, voa duas vezes por semana, quinta e domingo, direto para esse magnífico conjunto de ilhas. O retorno pode ser via Londres, Paris ou Bruxelas.

Ou viajar na Raynair, a partir do Porto. E para quem tem tempo e gosta de navios, há inúmeros cruzeiros que não param de atracar no Grande Porto, o mais profundo do Mediterrâneo, por isso foi tão cobiçado.

Brasileiros não precisam de visto para permanência inferior a três meses, em um período de 180 dias. Há apenas 278 deles residentes no país.

Mas nesses dias de Copa, muitos aparecem com suas camisas amarelas no espaço onde foi montado enorme telão para todos os jogos, na beira da Saint Paul Bay.

A torcida, em diversas línguas,  é democrática e tranquila. Não há brigas nem violência.

Há restaurantes brasileiros oferecendo feijoada e vampirina e uma parte coberta para protecção contra o sol, que nessa época é intenso.

 

 

 

Fonte> Diário do Poder