Médicos do Hospital Regional de Juazeiro paralisam atividades por 48h

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Médicos e outros funcionários do Hospital Regional de Juazeiro, na região norte da Bahia, decidiram paralisar as atividades por 48h, a partir desta terça-feira (14). O ato é para cobrar o pagamento de repasses financeiros para manutenção da unidade médica que, de acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed), estaria atrasado há três meses.

De acordo com os funcionários do hospital, devido ao atraso, há falta de material de trabalho na unidade, como equipamentos hospitalares e até itens básicos como máscaras e papel higiênico. Quem procurou nesta terça-feira o ambulatório, onde em média 320 pessoas são atendidas por dia, teve de voltar para casa sem ser atendido.

O Hospital Regional de Juazeiro atende pacientes de 53 municípios da região. Este ano, é a segunda vez que que os médicos cruzam os braços. A última paralisação ocorreu em abril. Somente os serviços de urgência e emergência estão funcionando, e apenas os pacientes já internados estão sendo atendidos.

Os médicos denunciam que faltam remédios e que vários equipamentos hospitalares estariam danificados.

“Os equipamentos já estão sucateados e precisam ser substituidos. Existe um contrato com a empresa de gestão do hospital de renovação desse mobiliário, que não pode ser renovado por essa empresa. E a gente pede que a Sesab faça essa substituição porque está fazendo falta para a população”, afirma o delegado regional do Sindmed em Juazeiro, José Carlos Tanuri Júnior.

Um funcionário da unidade reclamou da falta de intens básicos. “Na sala que fica o pessoal com o H1N1 não tem nem máscaras para os trabalhadores e já teve dia de faltar até papel higiênico para o pessoal”.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que o repasse da verba de manutenção para o Hospital Regional de Juazeiro está em dia e que cabe à administradora da unidade comprar os equipamentos necessários. A secretaria, no entanto, não informou se fará uma auditoria para investigar a denúncia dos funcionários. A reportagem não conseguiu contato com a direção do hospital.

Fonte> G1.com