“Meta de dízimos na Universal desvirtua missão de ganhar almas”, diz desembargadora

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Ao reconhecer o vínculo empregatício de um ex-pastor e a Igreja Universal do Reino de Deus, os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) falaram também sobre as metas mensais de dízimos exigidas pela denominação.

No entendimento dos desembargadores, as metas “desvirtuam a finalidade religiosa”. Para a desembargadora-relatora, Silvia Almeida Prado Andreoni, houve “desvirtuamento da missão sublime de ganhar almas” e que pelos depoimentos do pastor fica claro que ele atuava como “vendedor dos princípios bíblicos”.

O pastor esteve na função por sete anos, mas ainda que ele tenha desenvolvido sua vocação, ele recebia ordens de superiores, era fiscalizado, recebia remuneração e não poderia faltar. Se não batesse metas, corria o risco de punido com a exclusão da igreja.

“Além do sublime mister, do qual o autor tanto se orgulha, impressiona o fato de que se faltasse a algum culto poderia perder a igreja e que havia fiscalização dos cultos pelo regional, tinha uma folga semanal e intervalo intrajornada de uma hora”, afirmou a desembargadora de acordo com o Estadão.

A decisão da da 8ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho mantém o que havia determinado a decisão de 1º grau, reconhecendo assim a relação de trabalho entre as partes, o que garantirá ao pastor os direitos trabalhistas da CLT.

 

 

 

Fonte> Gospel Prime