Na Bulgária, pobreza leva mulheres ciganas a venderem bebês

Foto

Bulgária

“Iliana foi para a Grécia grávida. Quando voltou, disse o bebê morreu no parto”. Mas em seu gueto cigano na Bulgária, ninguém se engana: com certeza a criança foi vendida do outro lado da fronteira.

“É muito difícil provar os fatos. As mulheres são vítimas, mas muitas vezes são elas que tentam vender um bebê e não cooperam para que se possa acusar os traficantes”, suspira Ivan Kirkov, chefe da promotoria de Burgas (sudeste), cidade ao lado do mar Negro.

O tráfico de recém-nascidos criou raízes nos guetos ciganos da região há 15 anos, mas também afeta outras províncias como a de Varna (nordeste), Aitos, Karnobat, Yambol, Sliven (sudeste) ou Kazanlak (centro).

“Iliana estava grávida quando foi para a Grécia (…) É o terceiro bebê que ela vende”, sussurra uma mulher de Ekzarh-Antimovo, uma aldeia pobre a 40 km de Burgas.

Outra moradora da aldeia será julgada por ter vendido um bebê na Grécia. Não quer falar com os jornalistas da AFP. “Não sou a pessoa que vocês procuram”, rebate a mulher de cabelos vermelhos.

Sua pequena casa branca difere das outras, precárias, onde muitas famílias numerosas dormem no chão, muitas vezes sem água corrente nem eletricidade.

Fonte> G1.com