Nova fase da Lava Jato apura se OAS lavou dinheiro com imóvel para Vaccari

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Vaccari

A 22ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na manhã desta quarta-feira (27) pela PF (Polícia Federal), tem como alvo a OAS. O objetivo é investigar se a empreiteira lavou dinheiro para favorecer o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso desde 2015 pela Lava Jato.

Os policiais investigam a empresa offshore Murray, que tem sede no Panamá e detém a propriedade de uma unidade do tipo triplex no condomínio Solaris, da OAS, em uma praia no Guarujá (SP). Essa empresa seria uma fachada para receber o dinheiro desviado da Petrobras, e teria comprado o imóvel no Brasil para dissimular a origem do dinheiro.

Em outra torre do mesmo condomínio, a OAS havia reservado um imóvel para a família do ex-presidente Lula. O imóvel seria o triplex 164 A. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O nome desta fase da Lava Jato, Triplo X, faz referência justamente a esse imóvel.

Este prédio foi financiado pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), que já foi presidida por Vaccari. Após uma crise financeira em 2009, a Bancoop passou a propriedade do imóvel à OAS.