Padre diz que pobre é ‘raça miserável’ durante missa e é banido de Alagoas

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O pároco de Santana do Mundaú (AL) Givaldo Rocha foi proibido de celebrar missas em território alagoano depois de afirmar que pobre “é raça miserável”, ao reclamar contra a desorganização na procissão da padroeira do município, no encerramento da Festa de Santa Ana, em 20 de janeiro.

O padre também foi enviado de volta à sua diocese de origem, em Propriá (SE), por ordem do Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes.

No vídeo transmitido ao vivo pela página do Facebook da Paróquia Senhora Sant’Ana, o padre Givaldo encerra a celebração no fim da procissão elogiando a parceria com a administração pública e criticando a falta de compromisso da população do município com a organização do tradicional festejo religioso.

E sugeriu que pobre seria capaz de “enfiar a faca no bucho do outro”, por causa de um metro de asfalto. Certamente se referindo a uma eventual disputa pela distribuição de barracas ao redor da festa, nas vias públicas.

“Eu costumo dizer que a igreja fez a evangélica opção preferencial pelos pobres. Mas, pense numa raça miserável de lidar é pobre. Com todo o respeito, pois eu digo a vocês: São vocês, os pobres, que mantém a Igreja.

Mas quando eu digo pobre é sobretudo aqueles que querem somente se beneficiar. Por causa de um metro de asfalto, eu enfio a faca no bucho do outro. É uma vergonha. Essa pobreza, é uma pobreza de Deus.

Não é culpa da administração [pública]. O que a gente espera de quem bota barraca é que tenham o mínimo de consideração.

Respeitem o espaço dos outros. Para mim, não tinha banda. Mas se o prefeito não botar, não presta”, disse o padre diante da multidão de fiéis.

Givaldo Rocha tem 54 anos de idade e quase 25 anos de sacerdócio.

 

 

 

Fonte> Diário do poder