Pesquisa mostra que evangélicos mais jovens estão perdendo interesse pela evangelização

Ainda que brasileiros e norte-americanos vivam contextos sociais e políticos bastante distintos, a “cultura evangélica” de ambos não é tão diferente assim.

As centenas de livros de autores americanos que chegam traduzidos por aqui todos os anos e a presença frequente de pastores estrangeiros em grandes eventos, mostram que existe uma inegável influência no pensamento teológico.

Por isso, a pesquisa divulgada pelo Instituo Americano de Cultura & Fé (ACFI, na sigla original) esta semana merece atenção.

A porcentagem de cristãos que se consideram “praticantes” continua caindo nos EUA e apenas uma minoria dos fiéis acredita que possuem uma “grande responsabilidade pessoal” em compartilhar o Evangelho.

“O cristianismo está passando por um momento de grande desafio.

A Igreja muito provavelmente não crescerá no futuro, a menos que sejam feitas algumas mudanças fundamentais na sua prática”, avalia o pesquisador George Barna, em sua análise dos dados revelados no levantamento.

“Menos igrejas estão capacitando as pessoas para o evangelismo e ensinando sobre isso nos dias de hoje, por isso os resultados são óbvios e inegáveis.

As implicações de se ignorar a divulgação clara do evangelho – especialmente entre as crianças, a audiência mais receptiva de qualquer mensagem – são enormes.

Nem todas as estratégias de ‘crescimento da igreja’ do mundo poderão compensar a ausência de uma transmissão autêntica das boas novas do que Jesus Cristo fez pela humanidade”, destaca.

A pesquisa, que entrevistou 9.273 adultos, mostra que apenas 31% dos adultos que se identificam como cristãos também dizem ser “nascidos de novo”, seguindo a tendência de declínio em voga desde 2010.

 

 

Fonte> Gospel Prime