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Porto Seguro: Mães e recém-nascidos esperam até 5 hora por atendimento na Policlínica Municipal

Porto Seguro: Mães e recém-nascidos esperam até 5 hora por atendimento na Policlínica Municipal

Após fechamento do Hospital Municipal, nova polêmica aponta falhas graves na saúde do município. Na manhã desta quarta-feira 11/10, nossa reportagem constatou uma pratica errada, mas, “comum”, o agendamento de 50 atendimentos pediátricos no período de 06:00 – das 08:00 às 14:00.

Na prática no mínimo desumana, mães ainda em resguardo são obrigadas a esperarem até 5 horas pelo atendimento pediátrico em um ambiente totalmente inadequado.

A sala de espera, assim como toda a estrutura da Policlínica Municipal estão precárias, na sala com pouca ventilação, uma placa com o nome “fraldário”, no seu interior apenas uma pia e uma “sucata” de gaveta ao chão.

O agendamento de 50 atendimentos para a médica Drª Regina Vitória M. Machado, claro, com conhecimento de seus superiores, tem como prioridade cumprir seu cronograma de atendimento na unidade, deixando-a livre para atendimento na rede particular.

Entretanto prioridade para qualquer médico DEVERIA ser o paciente – A cartilha do SUS indica que o atendimento ao paciente deverá ser no mínimo 15 minutos.

Levando em consideração a transição de entrada e saída dos pais e criança, o agendamento por cada 6 horas deveria ser de no máximo 20 pacientes.

Sem levar em consideração o período de transição, o agendamento máximo não poderia ultrapassar 24 pacientes – a matemática é exata, 15 minutos por paciente = 4 pacientes por hora, 4×6 = 24.

 
Das Falhas

A Secretaria de Saúde permite o agendamento de 50 atendimentos dia. 50 atendimentos em 6 horas, levando em consideração a transição de entrada e saída dos pais com a criança, o atendimento médico tem em média 3 minutos por paciente.

Em conversa com a coordenadora da Policlínica Municipal, nossa reportagem foi informada que o agendamento seria um critério da médica.

Após questionamento sobre prioridades, a médica respondeu a uma funcionária da Policlínica que após 20 dias não considera recém-nascido e que atende por ordem de chegada.

A coordenadora informou ainda que a Policlínica Municipal passará por uma reforma geral, entretanto não soube responder quando esta reforma irá começar. Procuramos,  a Secretaria de Saúde e Secretaria de Comunicação não se pronunciarem sobre o assunto…

A Matéria

Está pauta surgiu involuntariamente, quando, na manhã desta quarta-feira 11/10, eu Gutemberg Stolze e minha esposa fomos na unidade com nosso filho “recém-nascido” (21 dias) para uma consulta pediátrica.

Deixo aqui bem claro que apesar da minha esposa está de resguardo após uma cesariana, os questionamentos surgiram após reclamações de mães revoltadas que reclamavam da demora no atendimento, falta do fraldário, falta de água e ventilação.

Mães que chagaram às 5 da manhã por já saber o modo operante da unidade de saúde, nos que estávamos com agendamento para as 08:00, o atendimento ocorreu 03h50min, precisamente às 11h50 desta manhã.

Esclareço ainda que após ouvir algumas mães e conversar com a coordenadora, não pedi ou exigir qualquer tipo de prioridade, aguardei “pacientemente” o atendimento de número 31.

 

 

Por: Gutemberg Stolze – Imprensananet.com

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