Professores da Ufba decidem manter greve

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Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, 27, os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) decidiram manter a greve, que já dura 60 dias e afeta cerca de 35 mil alunos.

Os docentes recusaram a proposta do governo de reposição salarial de 21,3% em quatro anos, com o aumento dos valores do auxílio de alimentação, do auxílio saúde e do auxílio-creche.

“O governo acenou com mudanças nos benefícios, reajustando os valores para acima ou até mesmo na inflação, mas não querem reajustar o salário nem com a inflação”, explicou Joviniano Neto, diretor do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (Apub).

Uma nova assembleia será realizada na próxima sexta, 31, em local ainda a ser definido. “O governo até agora não fez nenhuma contraproposta. No mesmo dia, todos os sindicatos do Brasil vão se reunir novamente”, afirmou Joviniano.

O reajuste de quatro parcelas teria primeira delas, de 5,5%, para 1° de janeiro de 2016; a segunda, de 5%, para 1° de janeiro de 2017; a terceira, de 4, 75%, para 1° de janeiro de 2018 e a quarta, de 4,5%, para 1° de janeiro de 2019.

A Universidade Federal da Bahia conta com 35 mil alunos distribuídos em 100 cursos de graduação.