Vistoria em Posto de Saúde vira caso de polícia em Eunápolis-Bahia

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Na manhã desta-quinta-feira 07/11/2019 a população eunapolitana foi surpreendida com a noticia de que parte do teto do PSF DO DINAH BORGES havia caído.

As imagens expunham um amontoado de gesso e pedaços de concreto que acabou assustando os moradores da localidade.

Por volta das 11h30min da manhã a jornalista Alinne Werneck, e o Ricardo Fernandes decidiu ir ao posto de saúde para verificar se maiores danos haviam ocorrido, materiais ou físicos, uma vez que todas as unidades de saúde possuem vigilantes noturnos.

Ao chegarmos no local, de pronto, averiguamos que a prefeitura municipal logo isolou a área danificada, e enviou um profissional para iniciar o reparo no telhado da unidade.

Porém, para a nossa surpresa o vigilante que estava presente no local afirmou que tinha ordens superiores para ninguém fotografasse a unidade de saúde. Ora, o profissional seguramente desconhece o Artigo 5º da constituição federal que diz:

5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Deste modo o vigilante jamais poderia ter cerceado o direito da imprensa ou de qualquer outro cidadão comum de adentrar a uma unidade de saúde (local público) e registrar o ocorrido, obviamente com a ressalva da preservação da imagem do ser humano, o que não era o caso.

Eu (Alinne Werneck) tentei argumentar com o vigilante que se mostrou inflexível, diante disso, a pessoa que me acompanhava no local, Ricardo Fernandes, extremamente atuante em situações de calamidade em nosso município começou a realizar uma transmissão ao vivo a partir do seu Facebook pessoal e principiou a denunciar a atitude arbitrária do vigilante.

A parte daí o vigilante foi para a área externa do posto de saúde e ambos iniciaram uma calorosa discussão, onde uma simples reportagem tornou-se palco para ofensas do mais baixo calão, por ambas as partes.

A pessoa que estava com o vigilante no PSF chegou a incitar o mesmo a fotografar a placa do veiculo em que estávamos arguindo que “se nós queríamos fotografar, eles também tinham o direito de fotografar”.

AÇÃO E REAÇÃO:

O real dever da imprensa é noticiar sem nenhum ruído de comunicação o que ocorre em nosso município, sempre com isenção e lisura, e foi o nosso intento para esta reportagem.

Respeitamos sempre o direito do funcionário público de ter a sua imagem preservada mas, em momento algum ultrapassamos este principio ético. Palavras como: Cachorro, Vagabundo, Vá se lascar e gestos obscenos com a mão, foram proferidos pelo funcionário público e devolvidas pelo cinegrafista amador.

Não se sabe ao certo se o chefe dos vigilantes, o senhor Jurandi enseja que seus vigilantes conduzam a tratativa com a imprensa desta maneira, ou se por ignorância o vigilante agiu de maneira hostil.

Em todo caso, o assunto será encerrado na justiça, com todos os envolvidos devidamente citados.

Conforme iniciamos a matéria: NINGUÉM TEM O DIREITO DE PRIVAR A IMPRENSA OU CIDADÃO COMUM A SUA ENTRADA EM ÓRGÃOS PÚBLICOS.

As autoridades competentes (Policia Civil e Ministério Público) estarão cuidando do caso, a secretária de saúde Márcia Quaresma também tomou conhecimento da situação, embora não seja a chefe dos vigilantes mas a nossa equipe achou prudente informa-la do ocorrido. 

 

 

 

 

 

Fonte> Jornalista Aline Cabral